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Desenvolvimento pessoal

O sucesso enquanto valor

O conjunto de valores e a hierarquia dos mesmos determina o tipo de comportamentos que temos, contudo, o sucesso enquanto valor tem associado uma definição. Não uma definição no sentido genérico da palavra, em que…

Nelson Viegas · · 3 min de leitura

Um quadro-negro com um desenho a giz e a frase O sucesso como valor

Os valores são o combustível da vida, são o que nos move.

O conjunto de valores e a hierarquia dos mesmos determina o tipo de comportamentos que temos, contudo, o sucesso enquanto valor tem associado uma definição. Não uma definição no sentido genérico da palavra, em que a definição só pode definir uma situação, mas sim, em que cada situação pode ter a sua definição, ou melhor ainda, em que cada definição acaba por ter o seu próprio significado, dependendo da interpretação de cada um.

Por exemplo, a definição de sucesso para determinada pessoa pode ser atingir todos os objectivos a que se propôs, para outro a definição de sucesso pode ser nunca desistir. Para uns, sucesso é profissional, para outros, sucesso é família, para outros ainda, sucesso é equilíbrio entre as várias esferas que compõem o nosso ecossistema. Qualquer que seja a definição que usemos para definir o sucesso, a verdade é que estamos certos. Estamos certos, sempre que as nossas crenças determinam os nossos comportamentos. As crenças são um factor determinante na nossa vida, mas são-no precisamente porque a realidade é interpretativa.

Na verdade, não vivemos de acordo com a realidade mas sim da interpretação que fazemos da mesma. Imagine por breves instantes este cenário: “Estamos no início do ano e aproxima-se a altura dos aumento salariais. Regra geral, aceita os aumentos propostos até porque sabe serem iguais para todos os seus colegas, sem excepção. Contudo, o ano que passou foi particularmente bom para si. Acredita que obteve resultados muito bons, provavelmente acima da média. Por essa razão acredita merecer um aumento maior do que tem sido habitual. Esta sua crença impele-o a ir falar com a sua administração para pedir um aumento maior.

Agora existem duas situações: ou acredita que a sua administração será sensível aos seus resultados e ao mesmo tempo aos seus argumentos, ou acredita que não.

A primeira parte deste exercício posicionava-o em relação à sua relação com o seu trabalho, a segunda parte deste exercício posiciona-o face à sua relação com a sua administração. Como vê a sua chefia? Que imagina ou sabe, que estes sentem a seu respeito? Se acreditar que não serão sensíveis aos seus argumentos, provavelmente não abordará o assunto. Achará que não vale a pena. Começará imediatamente a procurar razões pelas quais a sua administração não aceitará o seu pedido. Lembrar-se-á de situações passadas em que o “não” esteve presente. Pode inclusive, por antecipação, começar a sentir alguma ansiedade sempre que pensa nesse assunto. Como esta situação o colocou em uma zona de desconforto e de desequilíbrio, acaba por abandonar a ideia. Seja como for, acabou por agir de acordo com aquilo em que acreditava mais. Não significa isto que não acreditava ser merecedor desse aumento, contudo a sua crença de que não seria possível acabou por vingar.

Agimos sempre desta forma? Não necessariamente. Nem sempre o nosso comportamento é racional relativamente às nossas crenças. Isto acontece quando temos que fazer algo, independentemente daquilo em que acreditamos. Por exemplo, determinado vendedor tem na sua rota determinado cliente que nunca lhe comprou nada. O vendedor acredita que desta vez continuará a não comprar. Contudo, cumpridor das suas obrigações, sabe que deverá efectuar um relatório de todas as suas vistas e como tal, este cliente não será excepção. O resultado desta reunião será igual ou diferente das anteriores. Não será só o resultado desta entrevista, mas sim todos os resultados anteriores. Ao fim de 5 ou 6 entrevistas, o cliente pode achar que, pela “insistência do vendedor”, desta vez lhe dará o benefício da dúvida e efectuará uma encomenda. Ou não.

Quer falar sobre isto aplicado à sua equipa?

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Exemplo ilustrativo

Diagnóstico NAPA — função de direção comercial

Baseado num relatório real. Mostra a leitura por domínio da função, não os valores numéricos completos do diagnóstico.

Estratégia de Receita & PrevisibilidadeForte
KPIs & Performance da ReceitaA consolidar
Jornada do ClienteA avaliar
Liderança Comercial & VendasA desenvolver
Liderança & EquipaA desenvolver
Orquestração de StakeholdersA desenvolver
Negociação & ParceriasA desenvolver

Os mesmos domínios, em gráfico de aranha

Nível atualExigência da função
Estratégia deReceitaKPIs &PerformanceJornada doClienteLiderançaComercialLiderança &EquipaOrquestraçãoNegociação
Diagnóstico por domínio, nível atual e exigência da função
DomínioNível atualExigência da função
Estratégia de Receita & Previsibilidade8885
KPIs & Performance da Receita6480
Jornada do Cliente5070
Liderança Comercial & Vendas3685
Liderança & Equipa3875
Orquestração de Stakeholders3480
Negociação & Parcerias3378