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Desenvolvimento pessoal

O que é o sucesso?

A primeira consideração que devemos fazer é sobre a natureza do mesmo. Para uns será o cumprimento dos objectivos planeados, para outros, gozar o resultado dos objectivos alcançados. Na verdade, o sucesso começa…

Nelson Viegas · · 4 min de leitura

Um quadro-negro com um desenho a giz e a frase O que é o sucesso?

A primeira consideração que devemos fazer é sobre a natureza do mesmo. Para uns será o cumprimento dos objectivos planeados, para outros, gozar o resultado dos objectivos alcançados. Na verdade, o sucesso começa por ser uma unidade de medida para duas valências. Permite, desta forma, apurar o sucesso real e o sucesso potencial. O sucesso real mede o diferencial entre aquilo que sabemos fazer e aquilo que na realidade fazemos. Com base neste principio, o sucesso resulta principalmente daquilo que somos e não apenas daquilo que temos ou obtemos. O que temos ou obtemos é mais resultado do nosso nível de ambição do que uma medida do sucesso.

Permita-se a si mesmo, fazer a seguinte pergunta: Será que existe alguma diferença significativa entre quem sabe vender mas não vende e quem não sabe vender? Talvez possam responder que sim, que existe essa diferença. Deixem-me por a questão de outra maneira.Será que existe alguma diferença significativa entre quem conhece boas técnicas de venda mas não as aplica, e quem não as conhece? Na verdade, no que respeita às técnicas, acabamos por estar de acordo que efectivamente não existe diferença. Na verdade, é a aplicação do conhecimento, é a manifestação do comportamento que nos permite determinar até que ponto estamos a realizar aquilo que sabemos ser capazes de realizar. Esta é a medida do sucesso real. Para determinar o sucesso potencial juntamos à operação o que não sabemos mas podemos aprender. Mas vamos por partes. Sugiro que pense na sua actividade enquanto profissional. Pense com detalhe naquilo que são as suas funções, em tudo o que precisa de realizar para cumprir com zelo as suas responsabilidades.

Comece por fazer uma lista de todas as coisas que sabe fazer no âmbito da sua função. Nesta fase do exercício preocupe-se apenas em ser explícito relativamente a tudo o que sabe fazer. Uma vez terminada a lista, e por estranho que lhe possa parecer, peço-lhe que elimine da mesma, riscando-as, todas as coisas que sabe fazer, contudo considera não serem determinantes para o sucesso da sua função. Se a sua lista foi suficientemente exaustiva é natural que constem dela várias actividades menos relevantes, e que, ainda que de forma algo relutante, podem ser eliminadas. Neste momento tem consigo uma lista de tudo aquilo que sabe fazer, e que considera relevante para a sua actividade profissional. Neste momento tem consigo uma lista de todas as coisas que sabe fazer e que acredita não poder passar sem as mesmas.

Peço-lhe que olhe novamente com atenção para a sua lista e ordene por ordem de prioridade ou importância as actividades que acabou de considerar como determinantes para a sua actividade. Se tiver, a título de exemplo, dez itens na sua lista, e está com alguma dificuldade em priorizar todos por ordem decrescente, preocupe-se apenas com os quatro ou cinco mais importante e atribua uma ordem aleatória para os seguintes. Uma vez concluída esta parte, podemos avançar para a fase seguinte.

Para cada um dos itens desta sua lista ordenada, responda honestamente à seguinte pergunta: Estou a realizar esta tarefa ao nível daquilo que eu sei ser capaz de fazer ou posso melhorar significativamente? Sim ou não? Some todas as respostas positivas e divida pelo número de itens. Parabéns, acabou de obter o seu nível de sucesso. Para calcular o nível de sucesso potencial basta-lhe agora somar à lista tudo o que ainda não sabe sobre a sua actividade mas que é determinante para o sucesso da mesma.

Ao fazer este exercício espero ter-lhe criado um verdadeiro problema. Acabou de descobrir que existem um conjunto de situações na sua vida profissional onde não está a realizar ao nível daquilo que sabe ser capaz. Ao nível daquilo que sabe dever ser capaz. Que tipo de problemas esta situação lhe traz? De que forma penaliza a sua performance? De que forma o impede de atingir os seus objectivos? Que implicações tem na sua auto estima e auto imagem? Que implicações pode ter na sua situação na empresa? Que implicações tem no seu negócio? Quem mais, para além de si, também sofre com a sua falta de performance? Até que ponto afecta os seus colegas e a sua própria performance? E na sua família? Que implicações pode ter na vossa qualidade de vida? Na escola dos miúdos? Nas férias anuais? Nas prestações da casa, do carro? Decididamente, não o quero assustar, contudo isto é apenas a ponta do icebergue. Estes são apenas os efeitos imediatos. Tal como uma bola de neve, ou até como um tumor, tudo o que é mau tem tendência a propagar-se. Imagine que os seus níveis de performance continuam a piorar simplesmente porque não faz nada para os alterar. Como será a sua vida no futuro? E a da sua família?

Quer falar sobre isto aplicado à sua equipa?

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Exemplo ilustrativo

Diagnóstico NAPA — função de direção comercial

Baseado num relatório real. Mostra a leitura por domínio da função, não os valores numéricos completos do diagnóstico.

Estratégia de Receita & PrevisibilidadeForte
KPIs & Performance da ReceitaA consolidar
Jornada do ClienteA avaliar
Liderança Comercial & VendasA desenvolver
Liderança & EquipaA desenvolver
Orquestração de StakeholdersA desenvolver
Negociação & ParceriasA desenvolver

Os mesmos domínios, em gráfico de aranha

Nível atualExigência da função
Estratégia deReceitaKPIs &PerformanceJornada doClienteLiderançaComercialLiderança &EquipaOrquestraçãoNegociação
Diagnóstico por domínio, nível atual e exigência da função
DomínioNível atualExigência da função
Estratégia de Receita & Previsibilidade8885
KPIs & Performance da Receita6480
Jornada do Cliente5070
Liderança Comercial & Vendas3685
Liderança & Equipa3875
Orquestração de Stakeholders3480
Negociação & Parcerias3378