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Desenvolvimento pessoal

O poder dos significados

Todas estas memórias, ou melhor, tudo o que ouviu, viu, sentiu, provou ou cheirou e que ficaram gravados no seu cérebro, depende de um conjunto de recursos a que se chamou de sentidos. Várias pessoas durante este…

Nelson Viegas · · 3 min de leitura

Um quadro-negro com um desenho a giz e a frase O poder dos significados
Não vemos as coisas como elas são! Vemos as coisas como nós somos! Anais Nin

Pense em como a realidade chega até si. Pense em todas as coisas que lhe aconteceram durante o dia de hoje. Ao fazer este exercício está a socorrer-se da memória armazenada no seu cérebro. Contudo, como é que essas memórias lá chegaram? Como foram lá depositadas?

Todas estas memórias, ou melhor, tudo o que ouviu, viu, sentiu, provou ou cheirou e que ficaram gravados no seu cérebro, depende de um conjunto de recursos a que se chamou de sentidos. Várias pessoas durante este mesmo dia viram e ouviram as mesmas coisas. No seu trabalho, na reunião que é costume acontecer à sexta feira ou à segunda feira, alguém fez uma apresentação sobre determinada situação da empresa, determinado pormenor sobre o lançamento de um produto novo, ou até sobre a próxima campanha de marketing. Quando a reunião terminou, você e os seus colegas começaram a conversar sobre os temas e constatam que a mesma informação foi interpretada de forma diferente pelos vários participantes na reunião.

Os nossos sentidos são a forma como recebemos este conjunto de estímulos, contudo, as perspectivas alteram o significado final. A mesma realidade pode ter interpretações diferentes de pessoa para pessoa. Se você processa a informação de forma visual, vai com certeza salientar tudo o que viu na reunião. A sua atenção estará centrada nas apresentações e nos gráficos. Para um colega seu, aquilo que reteve foi essencialmente o que foi dito. Outro colega dará ênfase ao movimento, ao conteúdo e ao ambiente da reunião. Na realidade, a realidade “tal como a vemos” não faz sentido nenhum para um invisual. Pense, por exemplo, que por uma razão qualquer precisa de vender algo a que está muito apegado, vai com certeza sentir que o preço que está a pedir é baixo. Por outro lado, quem está a comprar, e cujo bem não representa nenhum valor sentimental, vai com certeza achar o preço elevado.

Para a mesma unidade monetária, duas pessoas com perspectivas diferentes, atribuem significados também diferentes a essa mesma realidade. Neste caso, foi o nível de envolvimento com o bem em causa que acabou por determinar as diferentes percepções do valor. Todos os estímulos, ou conforme prefiro chamar, fenómenos do real, são interpretados pelo cérebro, que acaba por lhes atribuir um significado. Ora, é precisamente este significado que determina e controla a qualidade da nossa vida.

O significado que atribuímos aos eventos, pelos padrões emocionais associados, acabam por determinar os nossos comportamentos. As nossas crenças, representadas pelos padrões culturais do meio em que estamos inseridos e do tipo de educação que recebemos, mais as nossas experiências passadas com todas as interpretações associadas, somadas a determinados níveis de auto estima e auto imagem, são responsáveis pelas interpretações dos fenómenos do real que acontecem no presente.

Uma vez atribuído um significado a um fenómeno do real, imediatamente temos um padrão emocional associado. Por exemplo, a morte de um ente querido, do nosso vizinho do último andar, tem um significado diferente para nós que tem para o nosso vizinho, não obstante o facto ser o mesmo. Quando um cliente seu decide mudar as suas instalações para outra localidade, passando para a zona de vendas de um colega seu, este mesmo facto tem significados diferentes para si e para o seu colega. As emoções associadas também são diferentes, logo os comportamentos também são necessariamente diferentes. Existem, contudo, muitas boas notícias.

Não podemos mudar o passado, contudo podemos mudar o seu significado.

Não controlamos os eventos do presente,

contudo podemos determinar o significado que lhes queremos atribuir.

Mudar o nosso sistema de crenças, escolhendo o sistema de crenças que mais nos ajuda é o primeiro passo a fazer. Uma vez alterado o sistema de crenças, alteramos o significado, não só dos eventos actuais, como o significado dos eventos passados.

Quer falar sobre isto aplicado à sua equipa?

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Exemplo ilustrativo

Diagnóstico NAPA — função de direção comercial

Baseado num relatório real. Mostra a leitura por domínio da função, não os valores numéricos completos do diagnóstico.

Estratégia de Receita & PrevisibilidadeForte
KPIs & Performance da ReceitaA consolidar
Jornada do ClienteA avaliar
Liderança Comercial & VendasA desenvolver
Liderança & EquipaA desenvolver
Orquestração de StakeholdersA desenvolver
Negociação & ParceriasA desenvolver

Os mesmos domínios, em gráfico de aranha

Nível atualExigência da função
Estratégia deReceitaKPIs &PerformanceJornada doClienteLiderançaComercialLiderança &EquipaOrquestraçãoNegociação
Diagnóstico por domínio, nível atual e exigência da função
DomínioNível atualExigência da função
Estratégia de Receita & Previsibilidade8885
KPIs & Performance da Receita6480
Jornada do Cliente5070
Liderança Comercial & Vendas3685
Liderança & Equipa3875
Orquestração de Stakeholders3480
Negociação & Parcerias3378