Desenvolvimento pessoal
O poder de acreditar
Sugiro que pense em algumas das crenças com que nasceu. Se não consegue pensar em várias, lembre-se de apenas uma. Lembre-se de uma única crença com que tenha nascido. Naturalmente, como não nasceu com nenhuma tem…
Sugiro que pense em algumas das crenças com que nasceu. Se não consegue pensar em várias, lembre-se de apenas uma. Lembre-se de uma única crença com que tenha nascido. Naturalmente, como não nasceu com nenhuma tem dificuldade em lembrar-se.
A construção das nossas crenças, é um processo de aprendizagem e condicionamento.
A nossa vida está repleta de histórias sobre coisas que acreditávamos não sermos capazes de fazer, até as termos feito. Lembra-se de quando começou a aprender a conduzir? De como lhe parecia completamente impossível coordenar todos os movimentos. E agora, por acaso, tem de raciocinar antes de tomar uma decisão quando está ao volante? Também assim, as nossas crenças têm muito que ver com a forma como nos relacionamos com o mundo. A forma como acreditamos serem as pessoas, assim nos relacionamos com elas. Se para mim as pessoas são naturalmente interesseiras, estarei sempre desconfiado relativamente às suas intenções. Mesmo as melhores intenções são de desconfiar. Se acreditar que não tenho jeito para determinada actividade, dificilmente a enfrentarei com a convicção de obter um bom resultado.
Existem duas metáforas que explicam bem o poder das crenças. Uma delas recorre à mitologia e a outra à ciência. A primeira metáfora remete-nos para Pigmaleão.
Pigmaleão era um rei cipriota e também escultor e em determinada altura fez uma estátua de uma mulher a quem chamou de Galatea. Esta estátua era em si de uma beleza tremenda que fez com que Pigmaleão se apaixonasse perdidamente por ela. O seu amor era de tal forma intenso que, consta que Vénus, deusa do amor se comoveu e transformou Galatea em uma mulher verdadeira com que Pigmaleão acabou por casar.
A segunda, que não é uma metáfora mas sim uma situação verdadeiramente clínica, chama-se efeito Placebo. O efeito placebo acontece quando determinado "falso" medicamento, sem princípio activo, é administrado a determinada pessoa, e o mesmo começa a fazer efeito. Na verdade, não é o medicamento que faz efeito, mas sim a crença do paciente de que o mesmo irá fazer efeito.
Nos anos sessenta nos estados unidos, os pesquisadores da sociologia da educação “Robert Rosenthal” e “Leonore Jacobsen” fizeram testes de inteligência em todos os alunos de uma escola primária, depois, foi seleccionado um grupo de professores de excelência e a quem se entregou uma turma de alunos excelentes, com o objectivo de comparar os resultados obtidos por este grupo de alunos com os restantes da escola. Passado algum tempo, os resultados obtidos pelo grupo de eleição superavam a média do resto da escola. A surpresa aconteceu quando se disse ao grupo de professores que os alunos tinham sido escolhidos de forma aleatória e que tinha sido a crença dos mesmos que tinha influenciado os resultados. Ao acreditarem que estavam perante alunos excepcionais acabaram por estimular e reforçar a sua aprendizagem. Duvidando desta tese, os professores advogaram que este fenómeno acabou por se dever ao corpo docente. A segunda surpresa aconteceu quando se explicou que o processo de selecção dos professores tinha sido tão aleatório como o dos alunos.
Os professores, ao acreditaraem que eram excelentes, ao mesmo tempo que acreditaram que os alunos eram por si também excelentes, combinaram as condições para que o sucesso acontecesse.
É precisamente assim que funciona. Quanto mais materializamos na nossa mente, mais o fazemos no dia a dia. Acredite que é possível, mas acredite principalmente que é possível por seu intermédio. Acredite que você o pode realizar.
Para quem ainda não estiver convencido, peço que pare e pense um bocado sobre o que gere o comportamento das pessoas religiosas e que está na génese da própria religião. Pense em uma madre Teresa de Calcutá e sobre o seu sistema de crenças. Depois pense em um homem bomba e compare o sistema de crenças. Existem crenças que são construídas com base em experiências passadas, numa relação de causa efeito, e existem crenças que são puro condicionamento mental ou psicológico, ou se preferir educacional, mas e também de escolha pessoal. As crenças de fé são disso exemplo. Aliás, a melhor definição de fé provem da Bíblia. Está escrito que
A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e prova das coisas que não se vêm! (Hebreus 11:1).
Poderá existir melhor definição que esta? A escolha das crenças que mais lhe convêm são puro acto de fé, religiosa ou não. Podemos escolher que perdoar traz-nos mais benefícios que guardar rancor. Ou podemos acreditar que “cá se fazem cá se pagam”.
Pense em Nelson Mandela e tente perceber qual foi a escolha que fez.
Uma vez determinada a sua missão, projectada a visão e construída a estratégia já sabe o que quer. Avaliou a situação onde estava, determinou qual a situação onde quer estar e traçou o caminho para lá chegar. Que falta então fazer? Escolher aquilo em que tem que acreditar para o conseguir. Seja um paranóico inverso. Comesse a acreditar que o mundo conspira a seu favor. Acredite que todas as coisas que lhe acontecem são para o seu bem. Determine que todos os obstáculos que encontra pelo caminho servem para o fortalecer. Acredite que os ventos são sempre favoráveis para quem sabe para onde vai.
Através do princípio da atenção selectiva, a sua mente estará mais desperta para todas as oportunidades que contribuam para a consecução dos seus objectivos.
Se por acaso é mãe de gémeos, lembra-se certamente que quando descobriu que estava grávida, de repente começou a ver gémeos em todo o lado. Ou quando decidiu comprar determinado carro, quase por artes mágicas começou a ver constantemente esse modelo a circular na rua. Da mesma forma que, se gosta de morangos, daqueles grandes e suculentos, regados com uma imensa quantidade de “chantilly” e se eu, agora, lhe pedir para me dizer duas cores me vai dizer vermelho e branco.
Decididamente, o que determina e controla a qualidade da nossa vida são as nossas crenças, o nosso sistema de crenças.
Quer falar sobre isto aplicado à sua equipa?
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