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Empatia digital: é possível ter?

Durante muito tempo, e penso que ainda hoje, se advoga sobre o impacto nefasto que a exposição ás redes sociais digitais provoca no ser humano. Eu próprio, em tempos defendi essa tese. Os argumentos não eram…

Nelson Viegas · · 3 min de leitura

Um quadro-negro com um desenho a giz e a frase Empatia digital

Quatro coisas são precisas: Identidade, Identificação, Ligação e Intimidade!

Durante muito tempo, e penso que ainda hoje, se advoga sobre o impacto nefasto que a exposição ás redes sociais digitais provoca no ser humano. Eu próprio, em tempos defendi essa tese. Os argumentos não eram diferentes dos de todo o mundo, principalmente se pensarmos nos mais novos. A falta de interactividade, a falta de calor humano, ausência de empatia e comportamento de grupo entre outros factores transformavam (transformam ainda segundo alguns) as redes sociais na principal causa de apatia social dos jovens em particular e dos expostos em geral.

Contudo, como tudo na vida, passados alguns anos vemos que as profecias mais negras talvez não se cumpram tal como foram vaticinadas.

A natureza social também tem mecanismos de homeostase que permitam equilibrar os pratos da balança.

Com isto quero dizer que a exposição às redes sociais não retirou aos adultos de hoje, jovens de ontem e crianças do passado a capacidade de interagirem fora das plataformas digitais. Na verdade, o que acontece é o desenvolvimento de outras competências sociais, nomeadamente a Empatia Digital.

Genericamente todos estamos mais ou menos familiarizados com a palavra empatia. A capacidade de sentir o que o outro sente ou como gosto de afirmar, “fusão emocional com outrem”. (Esta expressão retirei do livro “The Best Seller – Os Princípios de Nelson” que eu mesmo escrevi e que oo IPAM teve a gentileza de editar.

Mas, existe tal coisa como Empatia Digital? É possível duas, ou mais pessoas, que apenas interagem de forma digital criarem laços empáticos entre si? A resposta é claramente “sim”! Senão vejamos alguns aspectos práticos como resposta simples a esta pergunta. Nós sentimos empatia por alguém, no sentido em que esse alguém tem uma história, ou seja, essencialmente pela representação desse alguém, por aquilo que esse alguém significa para nós.

E apenas quatro coisas são necessárias para a construção da Empatia Digital: identidade, identificação, ligação e proximidade.

E por incrível que possa parecer, todas estas “coisas” acontecem online. O nosso perfil na rede constitui a nossa identidade enquanto internautas. Contudo, o nosso perfil não é apenas aquilo que colocamos no chamado “perfil”, mas principalmente o tamanho da nossa pegada digital. Tudo o que publicamos, os likes, as partilhas, quem seguimos e quem nos segue e os comentários que fazemos dizem tudo sobre nós, posicionam-nos na mente dos nossos pares digitais. Ganhamos existência e somos personagem digital.

O segundo passo para a criação da Empatia Digital vem pela identificação. Nós gostamos daqueles com que nos identificamos, diz a segunda lei de poder.

A pegada digital de outrem terá factores de identidade com a nossa própria pegada.

Gostamos das mesmas coisas, estamos nos mesmos grupos, partilhamos valores e interesses. Mas até aqui, maioritariamente temos apenas simpatia. Para que a Empatia aconteça é necessário que exista ligação. Isto não significa que todos os que estão ligados tenham uma relação empática, pois pode haver ligação sem identificação, que é o que genericamente acontece nas redes sociais.

Contudo, a ligação permite a proximidade e a intimidade. A criação de uma espécie de micro universo onde os empáticos digitais se movem. É por isso que é tão fácil e comum relacionamentos que tiveram a sua origem nas redes sociais e se transformaram em relacionamentos fora da rede, mas também e infelizmente, todo o tipo de aliciamento que as redes proporcionam, quer seja ao nível do desvio de menores, quer no recrutamento para redes terroristas. Esta é a parte menos boa, ou melhor dizendo, mesmo má das redes sociais. Mas só vem comprovar que os factores necessários para a criação de empatia não são exclusivos dos ambientes materiais, ou não virtuais. Aliás, também esta palavra, virtual, por causa da sua conotação, que aponta para algo etéreo, imaterial, tenderá a mudar a sua conotação, pois o digital cada vez mais, nada de imaterial tem.

Para terminar, diria apenas que as condições para a criação de empatia estão essencialmente nas histórias dos personagens.

O idílico continua a estar na mente dos nautas!

Quer falar sobre isto aplicado à sua equipa?

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Exemplo ilustrativo

Diagnóstico NAPA — função de direção comercial

Baseado num relatório real. Mostra a leitura por domínio da função, não os valores numéricos completos do diagnóstico.

Estratégia de Receita & PrevisibilidadeForte
KPIs & Performance da ReceitaA consolidar
Jornada do ClienteA avaliar
Liderança Comercial & VendasA desenvolver
Liderança & EquipaA desenvolver
Orquestração de StakeholdersA desenvolver
Negociação & ParceriasA desenvolver

Os mesmos domínios, em gráfico de aranha

Nível atualExigência da função
Estratégia deReceitaKPIs &PerformanceJornada doClienteLiderançaComercialLiderança &EquipaOrquestraçãoNegociação
Diagnóstico por domínio, nível atual e exigência da função
DomínioNível atualExigência da função
Estratégia de Receita & Previsibilidade8885
KPIs & Performance da Receita6480
Jornada do Cliente5070
Liderança Comercial & Vendas3685
Liderança & Equipa3875
Orquestração de Stakeholders3480
Negociação & Parcerias3378