Análise n.º 2 · Outubro de 2026 · Nelson Viegas
Porque é que as empresas adotam uma solução nova, e porque é que tantas ficam onde estão.
Juntámos a investigação mais sólida sobre a adoção de produtos, serviços e soluções entre empresas. Há experiências de campo com fábricas, meta-análises, estatísticas oficiais da Europa, dos Estados Unidos, da Ásia e do Brasil, e inquéritos a dezenas de milhares de compradores. A dor e a visão são os dois motores da mudança. Nenhum deles chega se o cliente não tiver confiança para mudar.
fábricas usavam a ferramenta nova 15 meses depois de a receberem de graça, apesar de ela poupar matéria-prima.
Atkin et al. 2017, experiência de campo no Paquistão 1das empresas europeias que não inovaram dizem que não havia necessidade. Só 12,5% apontam falta de recursos.
Eurostat, CIS 2022, cálculo nosso 2dos negócios qualificados perdem-se porque o cliente não decide. Não perde para um concorrente.
Dixon e McKenna 2022, 2,5 milhões de chamadas, fornecedor 3pessoas envolvidas, em média, numa decisão de compra entre empresas.
Forrester 2024, mais de 16.000 compradores 4
Na primeira análise perguntei porque é que os vendedores não vendem. A resposta mais forte estava do lado do comprador, que muitas vezes não decide. Esta análise vai a essa pergunta: o que faz uma empresa mudar?
Ao longo de vinte anos vi dois tipos de cliente comprar. Uns compram porque lhes dói. Outros compram porque querem estar à frente. Quis saber se a investigação confirma esta divisão e o que acrescenta. Confirma, e acrescenta uma coisa que custa ouvir. O adversário mais frequente de quem vende uma novidade é a vontade de ficar como se está.
Desta vez fiz uma mudança. Em vez de remeter para PDFs difíceis de ler, cada estudo importante vem resumido aqui, numa ficha. Diz quem mediu, a quantos, como, quando e se quem mediu vende a solução. Pode confiar nos números sem ter de abrir as fontes, e abri-las se quiser ir mais fundo.
Nelson ViegasFundador da Superior Training Technology
Resumo
Pela ordem dos capítulos. Cada uma leva à prova.
Empresas abaixo dos seus objetivos procuram soluções. Empresas com recursos de sobra experimentam.
Ver a prova →Quem vende sobrevaloriza a novidade e quem compra sobrevaloriza o que já tem. O desfasamento pode chegar a 9 vezes.
Ver a prova →Seis em cada dez empresas europeias que não inovaram dizem que não precisavam.
Ver a prova →Mais pessoas, mais informação e mais tempo do que numa recompra. A rentabilidade e o investimento ditam a velocidade.
Ver a prova →Com uma pessoa, 81% compram. Com duas, 55%. O valor pessoal pesa cerca do dobro do valor para o negócio.
Ver a prova →Um vizinho com a solução instalada valeu o dobro de um vídeo informativo.
Ver a prova →Uma ferramenta gratuita e rentável ficou na gaveta porque prejudicava quem a tinha de usar.
Ver a prova →Na Europa, 55% das grandes usam IA, contra 17% das pequenas. O padrão repete-se nos EUA, na Coreia e em Singapura.
Ver a prova →A espinha da análise
A investigação descreve dois motores de mudança: a dor de estar abaixo do que se queria e a folga de ter recursos para experimentar. Cruzados, dão quatro perfis de cliente, e cada um compra de maneira diferente. Cada capítulo volta a esta matriz.
Está a perder e sabe-o. Não tem margem para errar.
Compra um remédio rápido, barato e já provado.
Tem um problema sério e meios para o resolver a fundo.
Compra uma solução ampla, com um plano de mudança.
Não sente necessidade e não tem meios para procurar.
Não compra enquanto ninguém lhe mostrar o custo de ficar.
Vai bem e tem recursos para olhar para a frente.
Compra o futuro, quase sempre começando por um piloto.
Folga quer dizer recursos disponíveis: orçamento fora do ciclo, pessoas com tempo, margem financeira e apetite da liderança. Dor quer dizer o problema sentido e reconhecido, não o problema que o fornecedor vê.
A matriz é síntese nossa. Não existe com este desenho na literatura, mas cada eixo assenta em investigação publicada.
O eixo vertical vem da teoria comportamental da empresa. Uma organização procura soluções novas quando o desempenho cai abaixo da sua aspiração. Henrich Greve chamou-lhe pesquisa por problema e mediu-a em estaleiros navais 5.
O eixo horizontal vem do mesmo trabalho. As empresas com recursos de sobra também procuram, mas por outra razão. Greve chamou-lhe pesquisa por folga.
A separação entre visionários e pragmáticos de Geoffrey Moore é a versão comercial da mesma ideia 8. Os visionários compram uma visão. Os pragmáticos só compram com uma razão forte, que quase sempre é uma dor, e com referências de pares.
Um cliente não fica parado num quadrante. Uma crise empurra o Explorador para Transformador. Um corte de orçamento empurra o Transformador para Urgente. A matriz descreve o momento, não a empresa.
A dor que conta é a percebida. Um Acomodado pode estar a perder muito dinheiro sem o saber. Para efeitos de compra, enquanto não o souber, continua Acomodado.
| Perfil | Como o reconhece | O que valoriza | Como se vende | O erro mais comum |
|---|---|---|---|---|
| Urgente | Números a falhar, pressão de um cliente ou regulador, pressa nas reuniões. | Prova, prazo curto, risco baixo, preço. | Quantificar o custo de esperar. Oferecer um começo pequeno e garantido. Mostrar um caso igual. | Vender a solução completa a quem só tem orçamento para estancar a perda. |
| Transformador | Problema reconhecido pela liderança, orçamento aprovado, muita gente nas reuniões. | Um plano de mudança, consenso interno, um parceiro para anos. | Construir o caso de negócio com o grupo de compra. Planear a adoção, não só a entrega. | Convencer o decisor e esquecer as outras doze pessoas. |
| Explorador | Empresa grande ou com boa margem, equipa de inovação, perguntas sobre o futuro. | Novidade, aprendizagem, ser o primeiro do setor. | Propor um piloto com critério de sucesso e um caminho até à escala. | Ficar preso num piloto que nunca passa a contrato. |
| Acomodado | Sem queixas, sem orçamento, "está tudo bem assim". | Estabilidade e não ter trabalho. | Mostrar com dados um custo que ele não está a ver. Manter presença até surgir um gatilho. | Gastar meses de vendedor a empurrar quem não sente necessidade. |
Capítulo 1 · Os dois motores
A divisão entre dor e visão está medida há décadas. A investigação acrescenta um terceiro motor, que se disfarça de dor: a pressão de clientes, reguladores e concorrentes.
das grandes empresas europeias usam IA, contra as pequenas. As médias ficam em 30%.
Eurostat 2025, empresas com 10 ou mais pessoas, Oficial 10das grandes empresas portuguesas inovaram entre 2020 e 2022, contra as de 10 a 49 pessoas.
INE e DGEEC, CIS 2022, Oficial 11do mercado são inovadores e primeiros adotantes na curva clássica. Os outros 84% esperam por prova.
Rogers 2003, síntese da investigação em difusão, Académico 9A teoria comportamental da empresa, de Cyert e March, tem uma ideia simples no centro. Cada organização tem um nível de aspiração, aquilo que acha que devia estar a conseguir. Enquanto o desempenho fica acima dessa linha, ninguém procura nada de novo. Quando cai abaixo, começa a busca.
Henrich Greve testou esta ideia em empresas de construção naval 5. Mediu o investimento em investigação e o lançamento de inovações ao longo de vários anos. Quando o desempenho ficava abaixo da aspiração, os gestores investiam mais e aceitavam lançar mais novidades. Quando o desempenho era alto, investiam menos e lançavam menos.
As empresas que vão bem são as que menos procuram. É aí que o fornecedor de uma novidade tem mais dificuldade.
Andrew Van de Ven estudou durante anos a adoção de inovações em hospitais 6. A ação começava quando as pessoas atingiam um limiar de insatisfação. Pequenas melhorias graduais não chegavam. Era preciso um choque, interno ou externo, para alguém se mexer.
Para quem vende, isto tem uma consequência prática. Uma dor ligeira não move uma organização. A dor tem de passar um limiar, e o fornecedor pode ajudar a torná-la visível, mas não a inventa.
No mesmo estudo, Greve encontrou um segundo caminho. Os estaleiros com recursos de sobra também investiam mais em investigação, mesmo sem problemas. É a pesquisa por folga. A empresa experimenta porque pode.
A folga tem um limite. Nitin Nohria e Ranjay Gulati estudaram 264 departamentos de duas multinacionais 7. A relação entre folga e inovação tinha a forma de um U invertido. Pouca folga matava a experimentação. Folga a mais também prejudicava, porque os projetos perdiam disciplina e ninguém os cortava.
É a descrição exata do risco do Explorador. Tem dinheiro para pilotos e lança vários. Muitos morrem por falta de critério, não por falta de mérito.
Os números da adoção por dimensão encaixam aqui. Em todas as fontes oficiais que consultámos, as grandes empresas adotam primeiro. Têm mais folga, mais especialistas e mais capacidade de absorver o risco de uma experiência falhada.
Paul DiMaggio e Walter Powell descreveram em 1983 três forças que levam as organizações a adotar as mesmas práticas 12. A primeira é coerciva: um cliente, um regulador ou uma casa-mãe obriga. A segunda é mimética: perante a incerteza, copia-se quem parece estar a ter sucesso. A terceira é normativa: as profissões e as escolas espalham o que se considera boa prática. Os autores avisam que nada disto garante eficiência.
A difusão da certificação ISO 9000 é o melhor exemplo medido. Isin Guler, Mauro Guillén e John Macpherson acompanharam 85 países entre 1993 e 1998 13. Em 1993 havia cerca de 27 mil certificados em 48 países. No final de 1999 havia mais de 400 mil em 158. O que mais explicava a adoção num país eram as relações comerciais com países que já tinham muitos certificados. O Estado e as multinacionais estrangeiras também pesavam. O conhecimento técnico do país não pesava.
As empresas certificaram-se porque os clientes lhes pediam o certificado. A pressão de fora fabricou a dor.
Eric Abrahamson acrescentou o lado menos simpático 14. Há inovações que se espalham por moda e por necessidade de parecer moderno, e outras eficientes que são rejeitadas. A investigação em difusão tende a assumir que adotar é sempre bom. Abrahamson chamou a isso um enviesamento pró-inovação.
Capítulo 2 · O travão
Os dois motores existem, mas têm um travão pela frente. As pessoas e as empresas sobrevalorizam o que já têm, e esse peso explica grande parte das compras que nunca acontecem.
pesa uma perda face a um ganho do mesmo valor, no valor mediano medido.
Tversky e Kahneman 1992, Académico 16de desfasamento entre o valor que o vendedor dá à novidade e o valor que o comprador dá ao que já tem.
Gourville 2006, Harvard Business Review, Ensaio 17das não-decisões vêm do medo de errar, e 44% da preferência por ficar como está.
Dixon e McKenna 2022, por fonte secundária, Fornecedor 18Em 1988, William Samuelson e Richard Zeckhauser publicaram um estudo que deu nome a uma coisa que todos os vendedores conhecem 15. Fizeram experiências de decisão em que a mesma escolha era apresentada de duas formas. Numa, uma das opções aparecia como a situação atual. Na outra, todas as opções eram novas. Quando uma opção era o status quo, as pessoas escolhiam-na muito mais vezes.
Depois foram ver decisões reais. Analisaram as escolhas de planos de saúde e de reforma de professores universitários. O padrão repetia-se. As pessoas ficavam com o que tinham, mesmo quando as alternativas eram melhores.
Amos Tversky e Daniel Kahneman mediram o tamanho desse peso 16. Nas suas experiências, uma perda tinha um peso mediano 2,25 vezes maior do que um ganho igual. Na prática, uma aposta só era aceite se o ganho possível fosse mais do dobro da perda possível.
John Gourville, da Harvard Business School, levou estas ideias para o lançamento de produtos novos 17. O raciocínio é este. O comprador sobrevaloriza o que já tem, cerca de três vezes. Quem desenvolveu a novidade sobrevaloriza o que criou, também cerca de três vezes. Multiplicado, o desfasamento entre os dois pode chegar a nove vezes.
Gourville cita uma experiência clássica de Jack Knetsch. Deu a umas pessoas uma caneca e a outras uma tablete de chocolate de valor parecido, e depois ofereceu a troca. Só 11% das que tinham a caneca a trocaram. Só 10% das que tinham o chocolate. Bastou terem o objeto há minutos.
Para o cliente, a sua solução não compete com a do concorrente. Compete com uma coisa que ele já tem, que conhece e que não lhe exige nada.
A consequência para quem vende é dura. Uma solução 20% melhor parece-lhe uma vitória clara. Para quem compra, pode nem chegar ao ponto em que vale a pena mudar.
Matt Dixon e Ted McKenna analisaram cerca de 2,5 milhões de chamadas de venda gravadas 3. Concluíram que 40 a 60% dos negócios qualificados se perdem porque o cliente não decide. Separaram duas causas diferentes 18.
Em 44% dos casos o cliente preferia ficar como estava. Não estava convencido de que valia a pena mudar. Em 56% o cliente queria mudar, mas tinha medo de escolher mal. São dois problemas com remédios opostos.
Ao cliente que prefere o status quo é preciso mostrar o custo de ficar. Ao cliente indeciso, falar mais desse custo piora as coisas. Segundo os autores, usar o medo do que se perde por não comprar baixou a taxa de sucesso em 84% dos casos com indecisão. O que funciona com o indeciso é reduzir o risco da escolha: recomendar uma opção, limitar as alternativas, oferecer garantias.
Na Análise n.º 1 vimos o tamanho deste problema. Perante um cliente muito indeciso, o vendedor médio ganha 6% das vezes.
As estatísticas oficiais dizem o mesmo com outras palavras. O inquérito europeu à inovação pergunta às empresas porque é que não inovaram, ou não inovaram mais 2. Calculámos as percentagens a partir dos números absolutos do Eurostat.
Entre as empresas que não inovaram, 60,5% disseram que não havia necessidade. Só 12,5% apontaram falta de recursos. Mesmo entre as que inovaram, a falta de necessidade (38,9%) aparece à frente da falta de recursos (27,3%).
O Eurostat identifica ainda um grupo de cerca de 20% das empresas da UE com potencial para inovar, mas travadas por falta de recursos ou por razões de estratégia, risco e retorno 20.
No Brasil, o IBGE perguntou à indústria com 100 ou mais pessoas porque não adota tecnologias digitais avançadas 19. O custo foi a razão mais citada (74,3%), seguida da falta de pessoal qualificado (60,6%). Mesmo assim, 54% disseram que não veem necessidade.
Na Europa, o Acomodado é o perfil mais comum entre quem não inova. No Brasil industrial pesam mais o Urgente sem meios e o Acomodado.
Capítulo 3 · Que tipo de compra é
A mesma solução pode ser uma recompra para um cliente e uma decisão inédita para outro. Para todos, a velocidade de adoção depende sobretudo de duas coisas: quanto rende e quanto custa entrar.
tipos de compra: recompra direta, recompra modificada e compra nova. Só a terceira é adoção no sentido pleno.
Robinson, Faris e Wind 1967, Académico 21em média até metade das empresas de um setor adotar uma inovação industrial, em doze casos nos EUA.
Mansfield 1961, por fonte secundária, Académico 22de atraso médio entre a invenção de uma tecnologia e a sua adoção num país, em 166 países.
Comin e Hobijn 2010, American Economic Review, Académico 24Em 1967, Patrick Robinson, Charles Faris e Yoram Wind propuseram uma forma de classificar as compras industriais que ainda hoje se ensina 21. Há três situações.
Na recompra direta, o cliente volta a encomendar o que já comprava, ao fornecedor que já tinha. É rotina. Na recompra modificada, muda alguma coisa: a especificação, o preço, o fornecedor. Na compra nova, a empresa compra algo pela primeira vez. Entram mais pessoas, procura-se mais informação e demora mais.
Uma solução pode ser nova para o mercado e chegar a um cliente como recompra modificada. Uma versão melhor de algo que ele já usa, vendida pelo fornecedor que ele já conhece, entra por uma porta muito mais larga. A mesma solução, vendida a quem nunca comprou nada parecido, é uma compra nova, com tudo o que isso pesa.
A investigação posterior encontrou apoio misto para este modelo. Na prática, as fronteiras entre os três tipos não são nítidas. A ideia central resistiu: quanto mais nova é a compra para quem compra, mais lenta e mais coletiva é a decisão.
Edwin Mansfield estudou em 1961 a velocidade com que as empresas norte-americanas adotaram doze inovações importantes em quatro setores: carvão, aço, cervejeiras e caminhos de ferro 22. Quase todas eram equipamento pesado que baixava custos.
O tempo até metade das empresas adotar variou entre menos de um ano e 15 anos, com uma média de 7,8. Dois fatores explicavam quase toda a diferença: quanto a inovação rendia e quanto custava adotá-la face ao tamanho da empresa.
Zvi Griliches encontrou o mesmo padrão no milho híbrido nos EUA 23. Os agricultores são empresas que compram a fornecedores, por isso o caso serve. A adoção começou primeiro onde era mais rentável para as empresas de sementes entrarem. A velocidade e o ponto onde parou dependeram de quanto a mudança rendia a cada agricultor.
Uma solução que rende muito e custa pouco a experimentar anda depressa. Uma que rende pouco e exige muito investimento anda devagar, por melhor que seja.
À escala dos países, Diego Comin e Bart Hobijn mediram a adoção de 15 tecnologias em 166 países ao longo de cerca de dois séculos 24. Em média, um país adotava uma tecnologia cerca de 45 anos depois de ela ser inventada. As tecnologias mais recentes espalham-se mais depressa. As diferenças de adoção explicam pelo menos um quarto das diferenças de rendimento entre países.
| Tipo | O que muda | Quem entra | Pede ao fornecedor |
|---|---|---|---|
| Recompra direta | Nada | Compras, por rotina | Preço e entrega |
| Recompra modificada | Especificação, preço ou fornecedor | Compras e utilizadores | Uma razão para mudar e pouco risco |
| Compra nova | A própria necessidade | Muitas pessoas e a liderança | Informação, prova e ajuda a decidir |
Capítulo 4 · Quem decide
Uma compra entre empresas é decidida por várias pessoas com interesses diferentes. Cada uma pergunta o que a solução faz pela empresa. Pesa mais o que pode acontecer-lhe a ela se correr mal.
pessoas no grupo de compra típico de uma grande empresa.
Gartner, B2B Buying Report 2024, Analista 26pessoas internas e influenciadores externos numa decisão de compra típica.
Forrester 2026, perto de 18.000 compradores, Analista 28o impacto do valor pessoal face ao valor para o negócio, em catorze resultados comerciais.
CEB e Google 2013, mais de 3.000 compradores, Fornecedor 29Em 1972, Frederick Webster e Yoram Wind deram nome aos papéis que se encontram em quase todas as compras industriais 25. O utilizador vai trabalhar com a solução. O influenciador ajuda a definir o que se compra, muitas vezes um técnico. O comprador negoceia. O decisor diz que sim. O guardião controla a informação que chega ao grupo, e pode ser um assistente, um técnico ou o departamento de compras.
O modelo tem mais de cinquenta anos, mas o grupo cresceu. A Gartner fala hoje de 5 a 11 pessoas nas grandes empresas 26. A Forrester conta 13 internas e mais 9 influenciadores de fora 28. Nas compras de soluções com IA generativa, o grupo tem o dobro do tamanho: 14 pessoas contra 7. O departamento de compras participa na decisão em 53% dos ciclos.
A CEB, hoje parte da Gartner, inquiriu cerca de 3.000 compradores para o livro The Challenger Customer 27. Mediu a probabilidade de uma compra acontecer consoante o número de pessoas envolvidas. Com uma pessoa, 81%. Com duas, 55%. Com cinco ou mais, a probabilidade desce para a casa dos 30%.
A explicação é intuitiva. Cada pessoa traz as suas prioridades e os seus receios. Basta uma não concordar para a decisão parar. É por isso que o Transformador, com muita dor e muitos meios, ainda assim falha tantas compras.
A Gartner mostra a outra face 33. 77% dos compradores dizem que a última compra foi muito complexa ou difícil. Cerca de dois terços do percurso é passado a recolher, processar e conciliar informação. Quando o fornecedor ajuda o grupo a decidir, o comprador tem 2,8 vezes mais probabilidade de achar a compra fácil e 3 vezes mais de comprar a opção maior, com menos arrependimento.
Em 2013, a CEB e a Google, com a empresa de análise Motista, inquiriram mais de 3.000 compradores sobre 36 marcas 29. Só 14% viam diferença suficiente entre fornecedores para pagarem mais. O valor pessoal, como a progressão na carreira, a confiança e o orgulho na decisão, tinha cerca do dobro do impacto do valor para o negócio.
A Bain inquiriu mais de 2.300 decisores para construir os seus "elementos de valor" B2B 31. Os compradores diziam que a redução de custos era o mais importante. Quando se mediu o que de facto os tornava promotores de um fornecedor, a redução de custos ficou em 27.º lugar. A "esperança", um elemento emocional, ficou em 4.º.
A LinkedIn inquiriu em 2025 750 compradores seniores sobre cinco dimensões emocionais da compra 30. A primeira foi a capacidade de defender a decisão internamente, mesmo que corresse mal.
O comprador não compra só a melhor solução. Compra aquela que consegue defender se correr mal.
Os Exploradores não aparecem sozinhos. Parte da procura por novidades é criada por quem publica ideias. A Edelman e a LinkedIn inquiriram 3.500 decisores em 2024 32. 75% disseram que um conteúdo de liderança de pensamento os levou a investigar algo que não estavam a considerar. Destes, 23% acabaram por comprar ao autor. 86% convidariam essas empresas para um concurso. Perto de 70% dos executivos de topo questionaram um fornecedor atual por causa de um conteúdo.
São números declarados pelos inquiridos e publicados por duas empresas que vendem exatamente este serviço. A direção, porém, é coerente com o resto. A visão de um cliente pode ser alimentada de fora.
Capítulo 5 · O que faz uma solução pegar
Há décadas que se mede o que torna uma inovação adotável. As experiências mais recentes mostram que ver outra empresa usá-la convence mais do que qualquer explicação.
de adoção com um vizinho que tinha o motor eficiente instalado. Um vídeo informativo deu +10.
Chaurey et al. 2025, experiência no Bangladesh, Académico 38das empresas ensinaram a técnica a outras quando tinham formação e encomendas, contra só formação.
Hardy e McCasland 2016, experiência no Gana, Académico 39de receita em empresas cujos donos se reuniram todos os meses com pares durante um ano.
Cai e Szeidl 2018, 2.820 empresas na China, Académico 40Everett Rogers resumiu décadas de investigação em cinco atributos que tornam uma inovação mais fácil de adotar 9. São a vantagem relativa sobre o que já existe, a compatibilidade com o que a empresa já faz, a complexidade, a possibilidade de experimentar antes e a visibilidade dos resultados.
Louis Tornatzky e Katherine Klein fizeram em 1982 uma meta-análise de 75 estudos para ver quais contavam de facto 34. Três tinham uma relação consistente com a adoção: a compatibilidade, a vantagem relativa e a complexidade, esta com sinal negativo.
Meta-análises mais recentes, sobre tecnologias de informação, acrescentam o lado da empresa. Uma, com 35 estudos, encontrou como fatores significativos a vantagem relativa, a compatibilidade, o apoio da gestão de topo, a prontidão da organização e a pressão da concorrência 36. Outra concluiu que a prontidão da organização era o fator mais forte 37. Ter um defensor interno do produto não era significativo.
Ruud Frambach e Niels Schillewaert juntaram tudo num modelo em dois níveis 35. No primeiro, a empresa decide. Pesam as características da empresa, a perceção da inovação, a pressão do mercado, a rede de contactos e o esforço do fornecedor para reduzir o risco. No segundo, as pessoas aceitam ou não usar o que foi comprado. Voltamos a esse segundo nível no próximo capítulo.
As provas mais fortes vêm de experiências de campo recentes, com sorteio de quem recebe o quê.
No Bangladesh, investigadores trabalharam com 505 fábricas de artigos de couro em Daca 38. Algumas receberam um vídeo sobre motores elétricos eficientes. Outras receberam um motor instalado numa máquina, com contador de eletricidade. As restantes não receberam nada. O motor gastava cerca de 71% menos eletricidade.
O resultado mais interessante foi o efeito nos vizinhos. Uma fábrica com um vizinho, a menos de 500 metros, que recebera o motor instalado tinha mais 19,3 pontos percentuais de probabilidade de o adotar. O vídeo informativo dava mais 9,9 pontos. Ver o motor a funcionar ao lado valia o dobro da explicação.
No Gana, Morgan Hardy e Jamie McCasland trabalharam com 417 pequenas confeções 39. Umas receberam formação numa técnica de tecelagem nova. Outras receberam encomendas reais de clientes que pediam essa técnica. A formação sozinha quase não se espalhou: só 2,1% das empresas formadas a ensinaram a outras. Quando havia formação e encomenda, 54,2% ensinaram.
A informação não chega. A técnica espalhou-se quando havia clientes a pedi-la.
Na China, Jing Cai e Adam Szeidl sortearam 2.820 empresas jovens 40. Os donos de umas reuniram-se todos os meses em pequenos grupos durante um ano. Os outros não. As empresas dos grupos aumentaram a receita em 8,1% e melhoraram as práticas de gestão. Os efeitos duraram pelo menos um ano depois de as reuniões acabarem.
V. Kumar, Andrew Petersen e Robert Leone mediram o valor de um cliente como referência para outros, numa empresa de serviços financeiros e numa de telecomunicações 41. Os melhores clientes como referência não eram os que mais compravam. Pesavam a antiguidade da relação, a dimensão do cliente, o formato da referência e a semelhança com quem a ia ouvir.
A experimentação tornou-se a norma. Segundo a Forrester, mais de 60% dos compradores usam alguma forma de teste antes de comprar, e 78% nas compras de 10 milhões de dólares ou mais 28. Só pouco mais de um terço planeia converter o teste em contrato pago.
Capítulo 6 · Depois da compra
A empresa decide comprar. Depois, as pessoas decidem se usam. A investigação mostra que esta segunda decisão pode deitar fora uma compra boa, gratuita e rentável.
de produtividade no primeiro ano em fábricas que receberam consultoria de gestão gratuita.
Bloom et al. 2013, experiência na Índia, Académico 42dos compradores de tecnologia em renovações arrependem-se de quase todas as compras que fazem.
Gartner 2023, 1.503 inquiridos, Analista 45da intenção de usar uma tecnologia no trabalho explicada por quatro fatores, no modelo mais usado.
Venkatesh et al. 2003, MIS Quarterly, Académico 44Sialkot, no Paquistão, é um centro de fabrico de bolas de futebol. Uma equipa de economistas liderada por David Atkin e Eric Verhoogen desenhou para estas fábricas uma matriz de corte nova 1. Aproveitava melhor o couro sintético, a matéria-prima principal, e baixava o custo de material por peça em 6,8%.
Em maio de 2012 ofereceram-na de graça a 35 fábricas escolhidas por sorteio. Quinze meses depois, só cinco a usavam. A ferramenta era gratuita e rentável para o dono.
Os investigadores foram perceber porquê. Os cortadores são pagos à peça. Com a matriz nova, nas primeiras semanas, cortavam mais devagar e ganhavam menos. O dono ganhava, o trabalhador perdia, e o trabalhador tinha forma de travar a mudança, por exemplo exagerando as dificuldades da ferramenta.
Em 2013 fizeram uma segunda experiência. Ofereceram a um cortador e a um impressor de cada fábrica cerca de um mês de salário se mostrassem ao dono que dominavam a matriz nova. A adoção subiu entre 27 e 32 pontos percentuais. Nas fábricas que aceitaram a proposta, subiu 48.
A solução estava certa e a compra estava feita. Faltava resolver o que perdia quem a ia usar.
Nicholas Bloom e colegas fizeram uma experiência parecida com práticas de gestão 42. Escolheram fábricas têxteis familiares no estado de Maharashtra e ofereceram-lhes consultoria de gestão gratuita. Umas fábricas receberam um mês de diagnóstico e quatro de implementação de 38 práticas de gestão. Outras receberam só o diagnóstico.
As fábricas apoiadas aumentaram a produtividade em 17% no primeiro ano, com melhor qualidade, mais eficiência e menos stock. Em três anos tinham aberto mais fábricas.
A pergunta interessante é porque é que não o tinham feito antes. Segundo a versão de trabalho do estudo, cerca de 15% das práticas eram desconhecidas dos donos. Pouco mais de 45% eram conhecidas, mas os donos achavam que não compensavam. Depois de verem os resultados, o tempo limitado dos donos e o adiamento ainda atrasaram a adoção. A falta de dinheiro quase não contou.
É o retrato de um Acomodado. As fábricas não sentiam que precisavam e não sabiam o que estavam a perder.
Fred Davis propôs em 1989 o modelo de aceitação de tecnologia, ainda hoje o mais citado 43. Com 152 utilizadores e quatro aplicações, mediu duas perceções. A utilidade percebida tinha uma correlação de 0,63 com o uso atual. A facilidade de uso tinha 0,45, e atuava sobretudo através da utilidade. As pessoas usam o que acham útil. A facilidade ajuda quando há utilidade.
Viswanath Venkatesh e colegas compararam em 2003 oito modelos concorrentes em quatro organizações durante seis meses 44. Cada modelo explicava entre 17% e 53% da intenção de usar. O modelo unificado que propuseram explicava 69%, e 70% numa segunda amostra. Os fatores são o desempenho esperado, o esforço esperado, a influência de colegas e chefias e as condições de apoio.
Quando a adoção falha, o cliente arrepende-se, e isso pesa na próxima compra. A Gartner inquiriu 1.503 pessoas envolvidas em renovações de serviços tecnológicos em 2023 45. 60% disseram arrepender-se de quase todas as compras que fazem. A Forrester encontrou, em 2024, 81% de compradores insatisfeitos com o fornecedor escolhido 4.
Para quem vende, o trabalho não acaba na assinatura. O cliente que se arrepende não renova e não serve de referência ao próximo.
Capítulo 7 · Geografia da adoção
Europa, Estados Unidos, Ásia e Brasil medem a adoção de formas diferentes, e os números não se comparam diretamente. Há um padrão que aparece em todas as fontes: a distância entre grandes e pequenas empresas.
robôs industriais por 10 mil trabalhadores na Coreia do Sul, o valor mais alto do mundo. A média mundial é 132.
IFR, World Robotics 2025, dados de 2024, Analista 49das empresas usavam IA em 2025 na UE e em Portugal. Na Alemanha, 26%.
Eurostat 2025, empresas com 10 ou mais pessoas, Oficial 10dos robôs industriais instalados no mundo em 2024 foram para a China: 295 mil de 542 mil.
IFR 2025, Analista 50O inquérito europeu à inovação mostra que 51,4% das empresas da UE com 10 ou mais pessoas tiveram atividade de inovação entre 2020 e 2022 2. A Alemanha ficou nos 63,4%. Portugal ficou nos 47,4%. Pela medida do INE, que conta só as empresas que de facto introduziram uma inovação, foram 44,7% 11. No inquérito seguinte, para 2022–2024, Portugal desceu para 42,5%, o valor mais baixo desde 2018 58.
Na inteligência artificial, a UE passou de 8% de empresas utilizadoras em 2023 para 20% em 2025 10. A Dinamarca lidera com 42%. A Alemanha está nos 26%. Portugal subiu de 7,9% para 11,5%, abaixo do ritmo europeu.
Na cloud a distância cresce 46. Em 2021, Portugal estava cerca de 7,6 pontos abaixo da média europeia. Em 2025 está 14 pontos abaixo: 38,7% contra 52,7%.
Em Portugal, 41,5% das empresas de 10 a 49 pessoas inovaram, contra 79,1% das que têm 250 ou mais 11. Num país de empresas pequenas, há proporcionalmente mais Acomodados e mais Urgentes sem meios.
O Census Bureau pergunta de duas em duas semanas às empresas se usaram IA nas duas semanas anteriores 47. Em maio de 2026, a resposta foi 19,8%. Nas empresas com 250 ou mais trabalhadores, 37%. Nas que têm até quatro, menos de 20%. Os setores da informação (39,7%) e das finanças e seguros (33,9%) lideram.
Um estudo anterior do Census, com cerca de 850 mil empresas, mostra a mesma concentração 48. Em 2018, menos de 6% das empresas usavam alguma de cinco tecnologias de IA. Ponderado pelo emprego, o valor subia para pouco mais de 18%, porque quem usava eram as grandes.
A automação industrial é onde a Ásia mais se distingue 49. A Coreia do Sul tem 1.220 robôs por 10 mil trabalhadores na indústria, Singapura 818, a Alemanha 449, o Japão 446 e os EUA 307. A China instalou em 2024 mais de metade dos robôs industriais do mundo 50.
Na IA nas empresas, os dados asiáticos são menos comparáveis. Na Coreia, um relatório baseado no inquérito nacional às empresas indica 9,2% de utilização em 2024, com 18% nas grandes e 6,2% nas pequenas 52. Em Singapura, 62,5% das empresas que não são PME usam IA, contra 14,5% das PME 53. No Japão, 18,4% das empresas com 100 ou mais trabalhadores introduziram sistemas de IoT ou IA 54. Para a China não encontrámos uma taxa oficial de empresas que usam IA.
O IBGE mede a inovação na indústria com 100 ou mais pessoas 51. Em 2023, 64,6% das empresas inovaram, a segunda descida seguida, depois de 70,5% em 2021. Entre as que inovaram, os obstáculos mais citados foram a instabilidade económica (44,2%), os recursos internos limitados (42,1%) e a concorrência (41,4%).
Nas tecnologias digitais, a mudança foi rápida 19. A parte da indústria que usa IA passou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024. 77,2% usam cloud e 30,5% robótica. Mesmo entre as que adotam, 78,6% apontam o custo elevado como barreira.
O retrato da indústria brasileira tem muitos Urgentes: empresas que querem mudar e sentem que o custo e a falta de pessoal as travam.
| Onde | Valor | Quem conta |
|---|---|---|
| Brasil, indústria | 41,9% | Indústria com 100 ou mais pessoas, 2024 |
| Alemanha | 26,0% | 10 ou mais pessoas, sem setor financeiro, 2025 |
| UE-27 | 20,0% | 10 ou mais pessoas, sem setor financeiro, 2025 |
| EUA | 19,8% | Todas as empresas, uso nas últimas duas semanas, maio de 2026 |
| Japão | 18,4% | 100 ou mais trabalhadores, IoT ou IA, 2024 |
| Portugal | 11,5% | 10 ou mais pessoas, sem setor financeiro, 2025 |
| Coreia do Sul | 9,2% | Inquérito nacional às empresas, 2024, fonte secundária |
Números sem origem
Circulam em apresentações e artigos. Tentámos chegar à origem de cada um. Estes não resistiram, ou dizem outra coisa quando se lê a fonte.
Uma compra B2B envolve 6 a 10 decisores, segundo a Gartner.Sem fonte atual
Não aparece em nenhuma página atual da Gartner. O que a Gartner publica, no relatório de 2024, é de 5 a 11 pessoas nas grandes empresas.
Ver a fonte que existe →Só 5% dos compradores estão no mercado em cada momento.Estimativa ilustrativa
A regra 95:5 nasceu de um exemplo sobre bancos de empresas: se uma empresa muda de banco de cinco em cinco anos, 20% estão no mercado por ano. É um raciocínio, não uma medição. Foi divulgada pela LinkedIn, que vende publicidade B2B.
Ver a origem →Os novos diretores gastam 70% do orçamento nos primeiros 100 dias.Sem fonte
Não encontrámos nenhuma origem. O dado mais próximo é de um fornecedor de sinais de mudança de emprego: novos diretores estariam 2,5 vezes mais abertos a avaliar ferramentas. Isso é abertura para avaliar, não compra, e o método não é descrito.
Ver a origem →Com seis pessoas no grupo, a probabilidade de compra cai para 31%.Número não encontrado
As fontes da CEB dizem 81% com uma pessoa, 55% com duas e "na casa dos 30%" com cinco ou mais. O valor exato de 31% com seis não aparece.
Ver a fonte →A China tem hoje menos robôs por trabalhador do que tinha.Mudança de método
O valor da China passou de 470 para 166 entre duas edições do IFR. O IFR explica que passou a usar dados de emprego atualizados da estatística chinesa. No mesmo relatório, a densidade cresceu 17% num ano.
Ver as duas edições →91% das compras B2B encravam.Duas versões
A Forrester publicou 91% num artigo do blogue e 86% no comunicado de imprensa do mesmo estudo de 2024. Usámos o valor do comunicado. Até os analistas se contradizem.
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Académico, estatística oficial, analista, fornecedor e ensaio. Quando quem mede vende a solução para o que mede, classificamos como fornecedor.
Quando as fontes divergem, dizemo-lo. O INE dá 44,7% de empresas inovadoras em Portugal e o Eurostat 47,4% ativas em inovação: são medidas diferentes. A Forrester publica 86% e 91%.
Fontes
Um cliente não muda por causa da sua solução. Muda quando ficar como está lhe custa mais do que mudar.
Falar com o NelsonAnálise n.º 2 · Outubro de 2026 · Nelson Viegas · Superior Training Technology